O homem da mão seca – as curas de Jesus, (1)

0002Entrando Jesus na sinagoga na cidade de Jerusalém ali achava-se um homem que tinha uma das mãos seca, por uma estranha doença. Ora, Jesus chegava ali em um dia mais significado para o judaísmos da época isso já se vão muito mais de dois mil anos, e estamos aqui no século XXI a fazer comparações possivelmente de não muita importância para o que temos hoje de exemplos em grande escala, por ser Jesus, com o marketing que ele tem hoje seria muito difícil de em um dia resolver as milhares de dores espalhadas pelo mundo a implorar a sua ajuda, possivelmente nem a orla de Copacabana onde esteve Francisco o Papa caberia a multidão que sairia a sua procura, muitos acabariam afogados nas águas do Atlântico, que banha a praia, acredito mesmo que nem dez estádios, tipo Maracanã, daria conta, a internet, com certeza entraria no caos, os veículos de comunicação, entrariam em pânico. Seria o maior evento da historia da humanidade.
Como resolvemos falar, não sei porque, sobre este único homem da mão seca, voltemos. Jesus, depara-se com aquela figura esquálida, que ali estava a dias, implorando ajuda e como ocorre nos meios de todas as sociedades do mundo em todas as épocas, as separações de classes, ele mesmo ali, naquela sinagoga, era visto como um intruso qualquer, um mendigo, um ser que para nada servia aos olhos dos sábios bem vestidos, que seriam recebidos, pelos seus atos, pelas suas obediências, ao seu Deus, ali estavam chegando para ser reverenciá-lo, não podiam se misturar e nem dar atenção a qualquer um.
Como dizia, Jesus, que se apresentava como um homem simples, vindo das suas peregrinações pela periferia da cidade e adjacência, vendo aquele homem ali esquecido, olha-o, identifica o seu interior, o seu espírito, o seu problema, então o chama, com sua voz meiga. Toma-o pelas suas secas mãos e manda que fique no centro do prédio em baixa a cúpula que irradiava a luz do sol por entre as janelas superior do da mesma, por onde todos os que seguiam aos altares do templo obrigatoriamente passariam ali. Ambos agora, no centro daquele magnífico templo de mármore com sua cúpula brilhante e reluzente pelos raios do deus sol, que seriam o testemunho positivo daquele cenário que seria materializado.
Como era sábado e sábado nada se podia fazer. Logo foi chamando a atenção dos curiosos, fofoqueiros, que ganhavam dinheiro entregando ou melhor dedurando aqueles que não seguia a risca os preceitos impostos.
Como Jesus não seguia e nem obedecia as regras impostas, não por ser desobediente, mas para mostrar erros e consolidar uma nova proposta de bem viver `a aquele povo no geral, ignorantes, de que uma nova era ali estava em suas mãos, pronta a ajudar no dia de sábado, aquele homem que buscava ajuda, que os poderosos sem sentimentos pelo próximo, dele não se aproximavam.
Os fofoqueiros ali também estavam, torcendo para que cura-se aquele homem, não com o propósito de caridade, mas com a malícia de poder dedurar o sábio jovem nazareno, dos seus propósitos, e com isso serem beneficiados com as migalhas e das moedas dos ricos senhores do poder.
Para reforçar as suas intenções, ao jovem mestre se dirigiram e clinicamente, maliciosamente, perguntaram com seus falsos sorrisos sombrios, para depois o acusarem: “é permitido fazer o bem ou o mal no sábado? Salvar uma vida ou matar?” Ai vemos a baixeza que paira dentro de cada ser e sem duvida, a exemplo desses ignorantes homens, nos deparamos com cenários parecidos nos dias atuais, e como…
Jesus, vendo que eles se calaram diante da sua postura rígida e reprovativo, sem nada dizer, relance-ando um olhar indignado sobre eles, e contristado com a dureza de seus corações, diz ao homem: “Estende as tuas mãos!” o homem tremulo, espantado com aquela ordem e o tom de voz amável daquele estranho jovem, que no meio de tantos que por ali passavam, deu-lhe atenção e pelas mãos, o conduziu ao centro daquele “sagrado templo” e humildemente novamente cheio de fé tremulo e lágrimas em seus olhos estende as suas mãos ao jovem Galileu. Neste instante o Mestre dos Mestre eleva todo o seu potencial de energia e tocando nas mãos daquele estranho homem, ora em silencio, enquanto de suas mãos não só energias curativas fluíam para as mãos daquele homem, mas o suar da sua face também banhava em gotas, as frágeis mãos e logo a cura se faz. Vai meu irmão, vai que a tua fé na vontade de ficares curado, o curou.
As criaturas do mal, os fofoqueiros, e linguarudos chamados fariseus `a época saíram dali e foram bajular os herodianos na certeza de que beneficiados seriam. Hoje meus amigos não é bem diferente, muda-se apenas os santos, mas a procissão é a mesma.
Jesus retirou-se com seus discípulos em direção a Galileia a onde costumava ficar. Pelo feito daquele dia, uma certa multidão o seguiu nos relata, Mateus e Lucas em seu livros que na Bíblia está.

Sobek de Alcantara